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INTRODUÇÃO A ANATOMIA HUMANA

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ANATOMIA REGIONAL (anatomia topográfica) contempla a organização do corpo humano em partes principais ou segmentos: um corpo principal, formado por cabeça, pescoço e tronco (subdividido em tórax, abdome, dorso e pelve/períneo), um par de membros superiores e um par de membros inferiores. Todas as partes principais podem ser subdivididas em áreas e regiões. A anatomia regional é o método de estudo da estrutura do corpo por concentração da atenção em uma parte (p. ex., a cabeça), área (a face) ou região (a região da órbita ou do olho) específica; exame da organização e das relações das várias estruturas sistêmicas (músculos, nervos, artérias etc.) em seu interior; e, depois, geralmente prossegue para o estudo de regiões adjacentes em sequência ordenada

Anatomia regional também reconhece a organização do corpo em camadas: pele, tela subcutânea e fáscia profunda que cobre as estruturas mais profundas: os músculos, o esqueleto e as cavidades, que contêm vísceras (órgãos internos). Muitas dessas estruturas profundas são parcialmente notadas sob o revestimento externo do corpo e podem ser estudadas e examinadas em indivíduos vivos por meio da anatomia de superfície.

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•ANATOMIA DE SUPERFÍCIE 

•Fornecem informações sobre quais estruturas estão situadas sob a pele e quais são perceptíveis ao toque (palpáveis) no corpo vivo em repouso e em atividade.

•ANATOMIA POR IMAGENS

•É o estudo regional das estruturas profundas e das anormalidades em uma pessoa viva

•As Estruturas corporais podem ser visualizadas por meio de técnicas de imagem

A anatomia clínica costuma incluir a inversão ou reversão do processo de raciocínio normalmente seguido quando se estuda a anatomia regional ou sistêmica. Por exemplo, em vez de pensar “A ação desse músculo é...”, a anatomia clínica pergunta “Qual seria a consequência da ausência de atividade desse músculo?” Em vez de dizer “O nervo... é responsável pela inervação dessa área da pele”, a anatomia clínica pergunta “A dormência nessa área indica lesão de que nervo?”

O aprendizado da anatomia clínica é empolgante por causa de seu papel na solução de problemas clínicos. Esta posição é adotada mundialmente para descrições anatômicas. Usando essa posição e a terminologia apropriada, você pode relacionar com precisão uma parte do corpo a qualquer outra parte.

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A terminologia anatômica introduz e constitui uma grande parte da terminologia médica. Para se fazer compreender, é preciso se expressar claramente, empregando os termos apropriados da maneira correta.  Deve-se seguir a Terminologia Anatomia Internacional.

Estrutura dos termos. A anatomia é uma ciência descritiva e requer termos para as muitas estruturas e processos do corpo. Muitos termos fornecem informações sobre o formato, o tamanho, a localização ou a função de uma estrutura ou sobre a semelhança entre duas estruturas. Por exemplo, alguns músculos têm nomes descritivos que indicam suas principais características. O músculo deltoide, que cobre a ponta do ombro, é triangular, como o símbolo de delta, a quarta letra do alfabeto grego.

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A posição anatômica é o padrão universal de referência para o estudo do corpo humano, 

caracterizada por um indivíduo em pé (bípede), ereto, com o olhar no horizonte, braços estendidos ao longo do tronco, palmas das mãos voltadas para a frente e pés paralelos apontando para a frente. 

Detalhes da Posição Anatômica Padrão:

  • Orientação: Corpo em pé, ereto, com a face voltada para a frente (olhar para o horizonte).

  • Membros Superiores: Estendidos ao lado do corpo, com as palmas das mãos voltadas para a frente (supinação) e polegares para fora.

  • Membros Inferiores: Estendidos, paralelos, com os pés juntos e os dedos apontando para a frente

    .

     

Por que esta posição é utilizada?
A padronização evita ambiguidades ao descrever a localização e a relação entre diferentes partes do corpo, facilitando o uso de termos como anterior/posterior, medial/lateral e proximal/dista

Plano vertical que corta o corpo longitudinalmente, divide o corpo nas metades direita e esquerda. O plano define a linha mediana da cabeça, do pescoço e do tronco, onde cruza a superfície do corpo. Muitas vezes o termo linha mediana é erroneamente usado como sinônimo de plano mediano.

Os planos sagitais (PARAMEDIANO – Tortora) são planos verticais que atravessam o corpo paralelamente ao plano mediano. Embora seja muito usado, o termo parassagital é desnecessário, pois todo plano paralelo ao plano mediano, situado a cada lado dele, é, por definição, sagital. Entretanto, um plano paralelo ao plano mediano e próximo a ele pode ser denominado plano paramediano.

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Os planos frontais (coronais) são planos verticais que atravessam o corpo formando ângulos retos com o plano mediano, dividindo o corpo em partes anterior e posterior

Os planos transversos são planos horizontais que atravessam o corpo formando ângulos retos com os planos mediano e frontal, dividindo o corpo em partes superior e inferior. Os radiologistas referem-se aos planos transversos como transaxiais, que costumam ser abreviados como planos axiais.

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Os cortes longitudinais são feitos no sentido do comprimento ou paralelos ao eixo longitudinal do corpo ou de uma de suas partes, e o termo é aplicado sem levar em conta a posição do corpo. Embora os planos mediano, sagital e frontal sejam os cortes longitudinais padronizados (mais usados), é possível fazer cortes longitudinais em uma gama de 180°

Os cortes transversos são “fatias” do corpo ou de suas partes perpendiculares ao eixo longitudinal do corpo ou de uma de suas partes. Como o eixo longitudinal do pé é horizontal, o corte transverso do pé está no plano frontal

Os cortes oblíquos são “fatias” do corpo ou de qualquer uma de suas partes que não são feitas ao longo de um dos planos anatômicos já mencionados. Na prática, muitas imagens radiológicas e cortes anatômicos não são feitos exatamente nos planos sagital, frontal ou transverso; muitas vezes, são um pouco oblíquos.

Para localizar várias estruturas corporais, os anatomistas utilizam termos direcionais específicos, palavras que descrevem a posição de uma parte do corpo em relação à outra. Vários termos direcionais são agrupados em pares com significados opostos, como anterior (frente) e posterior (atrás).

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•Vários termos descrevem os movimentos dos membros e de outras partes do corpo. A maioria dos movimentos é definida em relação à posição anatômica, e os movimentos ocorrem dentro de planos anatômicos específicos e ao redor de eixos alinhados com esses planos.

Os movimentos de flexão e extensão geralmente ocorrem em planos sagitais em torno de um eixo transverso. 

FLEXÃO indica curvatura ou diminuição do ângulo entre os ossos ou partes do corpo. Na maioria das articulações (p. ex., cotovelo), a flexão refere-se ao movimento em direção anterior. 

EXTENSÃO indica retificação ou aumento do ângulo entre os ossos ou as partes do corpo. A extensão geralmente ocorre em direção posterior. A articulação do joelho, que apresenta rotação de 180° em relação às outras articulações, é excepcional, pois a flexão do joelho refere-se ao movimento posterior e a extensão, ao movimento anterior. 

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FLEXÃO DORSAL (DORSIFLEXÃO) descreve a flexão na articulação do tornozelo, como ocorre ao subir uma ladeira ou levantar os dedos do chão. 

FLEXÃO PLANTAR curva do pé e dos dedos em direção ao solo, como ao ficar na ponta dos pés

OBS: A extensão de um membro ou parte dele além do limite normal — hiperextensão— pode causar danos, como a lesão em “chicotada” (isto é, hiperextensão do pescoço durante uma colisão na traseira do automóvel).

Os movimentos de abdução e adução geralmente ocorrem em um plano frontal em torno de um eixo anteroposterior. 

 

A ABDUÇÃO significa afastamento do plano mediano (p. ex., o afastamento lateral do membro superior em relação ao corpo), com exceção dos dedos.

ADUÇÃO significa a aproximação desse mesmo plano. 

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Na abdução dos dedos (das mãos ou dos pés), o termo significa afastá-los — movimento de afastamento dos dedos da mão em relação ao 3o dedo (médio), em posição neutra, ou movimento de afastamento dos dedos dos pés em relação ao 2o dedo, em posição neutra. O 3o dedo da mão e o 2o dedo do pé fazem o movimento de abdução medial ou lateral em relação à posição neutra. 

A adução dos dedos é o oposto — a aproximação dos dedos, das mãos ou dos pés, em direção ao 3o dedo da mão ou ao 2o dedo do pé, em posição neutra. 

Como se pode ver observando a posição da unha do polegar (lateralmente em vez de posteriormente na posição anatômica), o polegar apresenta rotação de 90° em relação aos outros dedos . Portanto, o polegar é fletido e estendido no plano frontal e abduzido e aduzido no plano sagital.

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As flexões laterais direita e esquerda (curvatura lateral) são formas especiais de abdução apenas para o pescoço e o tronco. A face e a parte superior do tronco são direcionadas anteriormente enquanto a cabeça e/ou os ombros são inclinados para o lado direito ou esquerdo, causando desvio lateral da linha mediana do corpo. 

CIRCUNDUÇÃO é um movimento circular que consiste em uma sequência de flexão, abdução, extensão e adução (ou na ordem inversa), de tal forma que a extremidade distal da parte se move em círculo. A circundução pode ocorrer em qualquer articulação na qual seja possível realizar todos os movimentos mencionados (p. ex., as articulações do ombro e do quadril).

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A rotação é o giro ou a revolução de uma parte do corpo ao redor de seu eixo longitudinal, como ao virar a cabeça para o lado.

A ROTAÇÃO MEDIAL (INTERNA) aproxima a face anterior de um membro do plano mediano, 

A ROTAÇÃO LATERAL (EXTERNA) afasta a face anterior do plano mediano.

A pronação e a supinação são os movimentos de rotação do antebraço e da mão que giram a extremidade distal do rádio (o osso longo lateral do antebraço) medial e lateralmente ao redor e através da face anterior da ulna (o outro osso longo do antebraço), enquanto a extremidade proximal do rádio gira sem sair do lugar. 

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A EVERSÃO afasta a planta do pé do plano mediano, girando-a lateralmente. O pé em eversão completa também está em flexão dorsal. 

A INVERSÃO move a planta do pé em direção ao plano mediano (girando a planta medialmente). O pé em inversão completa também está em flexão plantar. 

PROTRUSÃO é um movimento anterior (para a frente) como na protrusão da mandíbula, dos lábios ou da língua.

RETRUSÃO é um movimento posterior (para trás) como na retrusão da mandíbula, lábios ou língua. 

Os termos semelhantes PROTRAÇÃO e RETRAÇÃO são mais usados para descrever os movimentos anterolateral e posteromedial da escápula na parede torácica, causando o movimento anterior e posterior do ombro.

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A pronação e a supinação são os movimentos de rotação do antebraço e da mão que giram a extremidade distal do rádio (o osso longo lateral do antebraço) medial e lateralmente ao redor e através da face anterior da ulna (o outro osso longo do antebraço), enquanto a extremidade proximal do rádio gira sem sair do lugar. 

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A ELEVAÇÃO desloca uma parte para cima, como na elevação dos ombros ao “dar de ombros”, da pálpebra superior ao abrir o olho, ou da língua ao ser comprimida contra o palato. 

A DEPRESSÃO desloca uma parte para baixo, como na depressão dos ombros em posição relaxada, da pálpebra superior ao fechar o olho, ou do afastamento da língua do palato.

As cavidades corporais são espaços que envolvem os órgãos internos. Ossos, músculos, ligamentos e outras estruturas, separam as diversas cavidades umas das outras.

Os ossos do crânio formam um espaço oco na cabeça chamado CAVIDADE DO CRÂNIO, que contém o encéfalo. Os ossos da coluna vertebral formam o CANAL VERTEBRAL, que contém a medula espinal. A cavidade do crânio e o canal vertebral são contínuos. 

As principais cavidades do tronco são as CAVIDADES TORÁCICA e ABDOMINOPÉLVICA. 

A CAVIDADE TORÁCICA é formada pelas costelas, músculos do tórax, esterno e pela parte torácica da coluna vertebral. O diafragma é um músculo cupuliforme que separa a cavidade torácica da cavidade abdominopélvica.

A CAVIDADE ABDOMINOPÉLVICA estende se do diafragma até a região inguinal e é cercada pela parede muscular abdominal e pelos ossos e músculos da pelve. Como seu nome sugere, a cavidade abdominopélvica é dividida em duas partes, embora não exista uma separação. A parte superior, A CAVIDADE ABDOMINAL, contém o estômago, o pâncreas, o fígado, a vesícula biliar, o intestino delgado e a maior parte do intestino grosso. A parte inferior, A CAVIDADE PÉLVICA, contém a bexiga urinária, partes do intestino grosso e os órgãos genitais internos. 

Os órgãos localizados nas cavidades torácica e abdominopélvica são chamados vísceras.

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A pronação e a supinação são os movimentos de rotação do antebraço e da mão que giram a extremidade distal do rádio (o osso longo lateral do antebraço) medial e lateralmente ao redor e através da face anterior da ulna (o outro osso longo do antebraço), enquanto a extremidade proximal do rádio gira sem sair do lugar. 

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 No primeiro método, dois planos horizontais e duas linhas verticais, alinhados como um jogo da velha, dividem essa cavidade em nove regiões abdominopélvicas. O plano horizontal superior, o plano subcostal, é traçado imediatamente inferior às costelas, através da parte inferior do estômago; o plano horizontal inferior, o plano intertubercular, é traçado imediatamente inferior à parte superior dos ossos do quadril. São traçadas duas linhas verticais, as linhas medioclaviculares esquerda e direita, através dos pontos médios das clavículas e mediais às papilas mamárias (também conhecidas como mamilos). As quatro linhas dividem a cavidade abdominopélvica em uma secção média maior e em secções esquerda e direita menores. Os nomes das nove regiões abdominopélvicas são: hipocôndrio direito, epigástrio hipocôndrio esquerdo, lateral direita, umbilical, lateral esquerda, inguinal direita, hipogástrio (púbica) e inguinal esquerda.

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A pronação e a supinação são os movimentos de rotação do antebraço e da mão que giram a extremidade distal do rádio (o osso longo lateral do antebraço) medial e lateralmente ao redor e através da face anterior da ulna (o outro osso longo do antebraço), enquanto a extremidade proximal do rádio gira sem sair do lugar. 

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O segundo método é mais simples e divide a cavidade abdominopélvica em quadrantes, como mostrado na . Nesse método, uma linha sagital através do plano mediano e uma linha horizontal (a linha transumbilical) atravessam o umbigo. Os nomes dos quadrantes abdominopélvicos são: quadrante superior direito (QSD), quadrante superior esquerdo (QSE), quadrante inferior direito (QID) e quadrante inferior esquerdo (QIE). A divisão com nove regiões é utilizada mais amplamente em estudos anatômicos e os quadrantes são utilizados mais comumente por profissionais de saúde para descreverem o local de dor, tumor ou outra anormalidade abdominopélvica.

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A pronação e a supinação são os movimentos de rotação do antebraço e da mão que giram a extremidade distal do rádio (o osso longo lateral do antebraço) medial e lateralmente ao redor e através da face anterior da ulna (o outro osso longo do antebraço), enquanto a extremidade proximal do rádio gira sem sair do lugar. 

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A pronação e a supinação são os movimentos de rotação do antebraço e da mão que giram a extremidade distal do rádio (o osso longo lateral do antebraço) medial e lateralmente ao redor e através da face anterior da ulna (o outro osso longo do antebraço), enquanto a extremidade proximal do rádio gira sem sair do lugar. 

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A pronação e a supinação são os movimentos de rotação do antebraço e da mão que giram a extremidade distal do rádio (o osso longo lateral do antebraço) medial e lateralmente ao redor e através da face anterior da ulna (o outro osso longo do antebraço), enquanto a extremidade proximal do rádio gira sem sair do lugar. 

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A pronação e a supinação são os movimentos de rotação do antebraço e da mão que giram a extremidade distal do rádio (o osso longo lateral do antebraço) medial e lateralmente ao redor e através da face anterior da ulna (o outro osso longo do antebraço), enquanto a extremidade proximal do rádio gira sem sair do lugar. 

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