
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁ
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MOORE, Keith L. Anatomia orientada para a clínica. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014. (CAPÍTULO: Introdução à Anatomia Orientada para a Clínica.
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TORTORA, Gerard. J.; DERRICKSON, Bryan. Princípios de Anatomia e fisiologia. 14. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2016
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STANDRING S. Gray´s Anatomia - A base anatômica da prática clínica - 40ª Edição – 2010.
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JUNQUEIRA, Lília Anatomia palpatória e seus aspectos clínicos. -Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2010.

O membro superior é notável por sua mobilidade e habilidade de realizar uma variedade de ações, como segurar, golpear e executar atividades motoras finas, como abotoar uma camisa. Essa capacidade é especialmente evidente na mão, que desempenha um papel crucial em atividades do dia a dia.
O membro superior é composto por quatro segmentos principais, que são subdivididos em regiões para uma descrição mais precisa da sua anatomia e funcionalidade.
Ombro: o segmento proximal do membro superior que se sobrepõe a partes do tronco, incluindo o tórax, dorso e a região lateral inferior do pescoço. Este segmento abrange as regiões peitoral, escapular e deltóidea, além da fossa supraclavicular.
O ombro também recobre metade do cíngulo do membro superior, que é um anel ósseo formado pelas escápulas e clavículas, completado anteriormente pelo manúbrio do est, parte do esqueleto axial.


Braço: primeiro segmento do membro superior livre (parte mais móvel do membro superior independente do tronco) e o segmento mais longo do membro.
Estende-se entre o ombro e o cotovelo, unindo os dois, e consiste nas regiões braquiais anterior e posterior, centralizadas em torno do úmero
Antebraço: segundo segmento mais longo do membro.
Estende-se entre o cotovelo e o punho, unindo os dois, e inclui as regiões antebraquiais anterior e posterior que recobrem o rádio e a ulna.


Mão: parte do membro superior distal ao antebraço, formada ao redor do carpo, metacarpo e falanges.
Consiste em punho, palma, dorso da mão e dedos (inclusive um polegar oponível) e é ricamente suprida por terminações sensitivas para tato, dor e temperatura.
O cíngulo do membro superior e os ossos da parte livre do membro superior formam o esqueleto apendicular superior.
O esqueleto apendicular superior articula-se com o esqueleto axial apenas na articulação esternoclavicular, o que contribui para sua grande mobilidade.


A clavícula une o membro superior ao tronco. O corpo da clavícula faz uma curva dupla no plano horizontal.
A metade medial é convexa anteriormente, e a extremidade esternal (medial) é alargada e triangular no local de articulação com o manúbrio do esterno na articulação esternoclavicular (EC).
A metade lateral é côncava anteriormente, e a extremidade acromial (lateral) é plana no local de articulação com o acrômio da escápula na articulação acromioclavicular (AC).
Os dois terços mediais do corpo da clavícula são convexos anteriormente, enquanto o terço lateral é achatado e côncavo anteriormente. Essas curvaturas aumentam a resiliência da clavícula e a deixam com a aparência de um S maiúsculo alongado.
A face superior da clavícula, situada logo abaixo da pele e do músculo platisma na tela subcutânea, é lisa.
A face inferior da clavícula é áspera porque é unida à 1a costela, perto de sua extremidade esternal, por ligamentos fortes, que suspendem a escápula por sua extremidade acromial.


O tubérculo conoide, perto da extremidade acromial da clavícula, é o local de fixação do ligamento conoide e a parte medial do ligamento coracoclavicular, pelo qual o restante do membro superior é suspenso passivamente da clavícula.
Além disso, perto da extremidade acromial da clavícula está a linha trapezóidea, à qual se fixa o ligamento trapezoide e parte lateral do ligamento coracoclavicular.
O sulco do músculo subclávio no terço medial do corpo da clavícula é o local de fixação do músculo subclávio.
Em posição mais medial está a impressão do ligamento costoclavicular, uma área oval, rugosa e geralmente deprimida à qual.


Cada escápula é um osso grande, triangular e plano, situado na parte superior e posterior do tórax, entre os níveis da segunda e sétima costelas.
Uma crista proeminente chamada espinha da escápula passa diagonalmente pela face posterior da escápula. A extremidade lateral da espinha se projeta como um processo achatado e expandido chamado acrômio, palpado com facilidade como o ponto mais alto do ombro.
O acrômio se articula com a extremidade acromial da clavícula para formar a articulação acromioclavicular.
Inferiormente ao acrômio há uma depressão rasa, a cavidade glenoidal, que é o principal ponto de referência da cabeça da escápula. A constrição rasa entre a cabeça e o corpo define o colo da escápula. A cavidade Glenoide acolhe a cabeça do úmero para formar a articulação do ombro


A fina margem da escápula próxima à coluna vertebral é chamada de margem medial (vertebral). E a margem espessa da escápula próxima ao braço é chamada margem lateral (axilar).
As margens medial e lateral se unem no ângulo inferior.
A parte superior da escápula, chamada margem superior, se une à margem vertebral medial no ângulo superior. A margem superior é a mais fina e mais curta das três.
A margem superior da escápula é marcada perto da junção com margem axilar (lateral) pela incisura da escápula, que está localizada no ponto onde a margem superior se une à base do processo coracoide.
A incisura da escápula é um entalhe pelo qual passa o nervo supraescapular.
Na extremidade lateral da margem superior da escápula (face anterior) há uma projeção da face anterior chamada processo coracoide, onde tendões (do peitoral menor, coracobraquial e bíceps braquial) e ligamentos (coracoacromial, conoide e trapezoide) se inserem.
Existe também uma área ligeiramente côncava chamada fossa subescapular, uma superfície de inserção para o músculo subescapular.


Na face posterior da escápula, estão duas fossas: a fossa supraespinal, superfície de inserção para o músculo supraespinal do ombro, e a fossa infraespinal, que serve de superfície de inserção para o músculo infraespinal do ombro.

A extremidade proximal do úmero tem cabeça, colos cirúrgico e anatômico, e tubérculos maior e menor.
A cabeça do úmero é esférica e articula-se com a cavidade glenoidal da escápula.
O colo anatômico do úmero é formado pelo sulco que circunscreve a cabeça e a separa dos tubérculos maior e menor. Indica a linha de fixação da cápsula articular do ombro.
O colo cirúrgico do úmero, um local comum de fratura, é a parte estreita distal à cabeça e aos tubérculos.

A junção da cabeça e do colo com o corpo do úmero é indicada pelos tubérculos maior e menor, que são o local de fixação e alavanca para alguns músculos escapuloumerais.
O tubérculo maior está na margem lateral do úmero, enquanto o tubérculo menor projeta-se anteriormente do osso. O sulco intertubercular separa os tubérculos e protege a passagem do tendão delgado da cabeça longa do músculo bíceps braquial.
O corpo do úmero tem dois pontos de referência proeminentes: a tuberosidade para o músculo deltoide lateralmente, onde se fixa o músculo deltoide, e o sulco do nervo radial oblíquo posteriormente, no qual seguem o nervo radial e a artéria braquial profunda quando passam anteriormente à cabeça longa e entre as cabeças medial e lateral do músculo tríceps braquial.
A extremidade inferior do corpo do úmero alarga-se quando se formam as cristas supraepicondilares medial e lateral e depois termina distalmente no epicôndilo medial, que é bastante proeminente, e no epicôndilo lateral, locais de fixação muscular.


A extremidade distal do úmero — que inclui a tróclea; o capítulo; e as fossas do olécrano, coronóidea e radial — forma o côndilo do úmero. O côndilo tem duas faces articulares: um capítulo lateral, para articulação com a cabeça do rádio, e uma tróclea medial, em forma de carretel ou polia, para articulação com a extremidade proximal (incisura troclear) da ulna. Há duas cavidades ou fossas de costas uma para a outra, superiormente à tróclea, o que torna o côndilo muito fino entre os epicôndilos. Anteriormente, a fossa coronóidea recebe o processo coronoide da ulna durante a flexão completa do cotovelo. Posteriormente, a fossa do olécrano recebe o olécrano da ulna durante a extensão total do cotovelo. Acima do capítulo do úmero anteriormente, uma fossa radial mais rasa recebe a margem da cabeça do rádio durante a flexão total do antebraço.
A ulna está localizada na parte medial (dedo mínimo) do antebraço e é mais longa que o rádio. Na extremidade proximal da ulna está o olécrano, saliência arredondada óssea em região posterior . Uma projeção anterior chamada de processo coronoide se articulam com a tróclea do úmero.
A incisura troclear é uma grande área curva entre o olécrano e o processo coronoide que forma parte da articulação do cotovelo. Lateral e inferiormente à incisura troclear há uma depressão, a incisura radial, que se articula com a cabeça do rádio. Logo abaixo do processo coronoide está a tuberosidade da ulna, na qual o músculo braquial se insere.


Inferiormente à incisura radial na face lateral do corpo da ulna há uma crista proeminente, a crista do músculo supinador. Entre ela e a parte distal do processo coronoide há uma concavidade, a “fossa” do músculo supinador. A parte profunda do músculo supinador fixa-se à crista e à “fossa” do músculo supinador.
O corpo da ulna é espesso e cilíndrico na região proximal; mas afila-se, diminuindo de diâmetro, em sentido distal. Na extremidade distal da ulna há um alargamento pequeno, mas abrupto, a cabeça da ulna, que se assemelha a um disco, com um pequeno processo estiloide da ulna cônico. A ulna não chega até a articulação radiocarpal e, portanto, não participa dela


O rádio é o menor osso do antebraço e está localizado na parte lateral (polegar) do antebraço. Em contraste com a ulna, o rádio é estreito na sua extremidade proximal e mais largo na extremidade distal.
A extremidade proximal do rádio apresenta uma cabeça em forma de disco que se articula com o capítulo do úmero e com a incisura radial da ulna. Inferiormente à cabeça está o colo, uma área constrita. Uma área rugosa inferior ao colo no lado anteromedial, chamada de tuberosidade do rádio, é ponto de inserção para o tendão do músculo bíceps braquial.


O corpo do rádio, apresentam-se basicamente triangulares. Possui margens anterior, posterior e interóssea (será inserido a membrana interóssea) que irão delimitar as faces (anterior, posterior e lateral) do corpo do rádio. É muito extenso e muito duro.
A extremidade distal do rádio é praticamente um quadrilátero ao corte transversal. Sua face medial forma uma concavidade, a incisura ulnar, que acomoda a cabeça da ulna.
Sua face lateral torna-se cada vez mais semelhante a uma crista, terminando distalmente no processo estiloide do rádio. Fornece inserção para o músculo braquiorradial e para o ligamento colateral radial no punho.
Projetando-se dorsalmente, o tubérculo dorsal do rádio situa-se entre sulcos superficiais destinados à passagem dos tendões dos músculos do antebraço.


O punho, ou carpo, é formado por oito ossos carpais dispostos em duas fileiras, proximal e distal, de quatro ossos. Esses pequenos ossos conferem flexibilidade ao punho.
O carpo é bastante convexo de um lado ao outro posteriormente e côncavo anteriormente.
Ampliando o movimento na articulação do punho, as duas fileiras de ossos carpais deslizam uma sobre a outra; além disso, cada osso desliza sobre aqueles adjacentes a ele.
Da região lateral para a medial, os quatro ossos carpais da fileira proximal ( são:
Escafoide: um osso em forma de barco que se articula na porção proximal com o rádio e tem um tubérculo escafoide proeminente; é o maior osso na fileira proximal
Semilunar: um osso em forma de lua entre os ossos escafoide e piramidal; articula-se com o rádio na parte proximal e é mais largo na parte anterior do que na posterior
Piramidal: um osso em forma de pirâmide na face medial do carpo; articula-se na porção proximal com o disco articular da articulação radiulnar distal
Pisiforme: um pequeno osso, em forma de ervilha, situado na face palmar do osso piramidal.


Da região lateral para a medial, os quatro ossos carpais da fileira distal são:
Trapézio: um osso com quatro faces situado na região lateral do carpo; articula-se com os ossos metacarpais I e II, escafoide e trapezoide
Trapezoide: um osso cuneiforme, semelhante ao osso trapézio; articula-se com o metacarpal II, trapézio, capitato e escafoide
Capitato: tem forma de cabeça e uma extremidade arredondada, é o maior osso carpal; articula-se principalmente com o metacarpal III na parte distal e com os ossos trapezoide, escafoide, semilunar e hamato
Hamato: um osso cuneiforme na região medial da mão; articula-se com os metacarpais IV e V, capitato e piramidal; tem um processo semelhante a um gancho, o hâmulo do osso hamato, que se estende anteriormente.
O metacarpo, ou palma da mão, é a região intermediária da mão que consiste em cinco ossos chamados metacarpais. Cada osso metacarpal é formado por uma base proximal, uma diáfise intermediária e uma cabeça distal.
Os ossos metacarpais são numerados de I a V, começando no polegar, no sentido de lateral para medial.


As bases se articulam com a fileira distal dos ossos carpais para formar as articulações carpometacarpais.
As cabeças se articulam com as falanges proximais para formar as articulações metacarpofalângicas.

As falanges, ou ossos dos dedos, formam a parte distal da mão. Há 14 falanges nos cinco dedos de cada mão e, assim como os metacarpais, os dedos são numerados de I a V, começando do polegar, no sentido de lateral para medial. Cada falange consiste em uma base proximal, uma diáfise intermediária e uma cabeça distal. O polegar possui duas falanges chamadas de falange proximal e falange distal. Os outros 4 dedos apresentam três falanges, chamadas falange proximal, média e distal. Em ordem a partir do polegar, esses outros 4 dedos são comumente chamados dedo indicador, dedo médio, dedo anular e dedo mínimo.






