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REFERÊNCIAS:

  • MOORE, Keith L. Anatomia orientada para a clínica. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014. (CAPÍTULO: Introdução à Anatomia Orientada para a Clínica.

  • TORTORA, Gerard. J.; DERRICKSON, Bryan. Princípios de Anatomia e fisiologia. 14. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2016

  • STANDRING S. Gray´s Anatomia - A base anatômica da prática clínica - 40ª Edição – 2010. JUNQUEIRA, Lília Anatomia palpatória e seus aspectos clínicos. -Rio de Janeiro: GuanabaraKoogan, 2010.

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O esqueleto do membro inferior (esqueleto apendicular inferior) pode ser dividido em dois componentes funcionais: o cíngulo do membro inferior e os ossos do membro inferior livre.

 

O cíngulo do membro inferior (pelve óssea) é um anel formado pelo sacro e pelos ossos do quadril direito e esquerdo unidos anteriormente na sínfise púbica.

No indivíduo maduro, o cíngulo do membro inferior é formado por três ossos :Ossos do quadril direito e esquerdo: ossos grandes, de formato irregular; cada um deles é formado pela fusão de três ossos, ílio, ísquio e púbis

Sacro: formado pela fusão de cinco vértebras sacrais, originalmente separadas

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Os ossos do Quadril possuem um face interna (medial ou pélvica) dos ossos do quadril limitam a pelve, formando suas paredes laterais e uma face externa são associadas principalmente à fixação dos músculos dos membros inferiores.

 

Ele também se articula com a cabeça do fêmur através do Acetábulo.

 

Os dois ossos do quadril são unidos anteriormente na sínfise púbica, uma articulação cartilagínea secundária.

 

Posteriormente articula-se com o sacro nas articulações sacroilíacas para formar o cíngulo do membro inferior.

O ílio é a parte superior, em forma de leque, do osso do quadril. A asa do ílio corresponde à abertura do leque; e o corpo do ílio, ao cabo.

Em sua face externa, o corpo do ílio participa da formação do acetábulo.

A crista ilíaca, a borda do leque, tem uma curva que segue o contorno da asa entre as espinhas ilíacas anterossuperior e póstero superior.

A face côncava anteromedial da asa forma a fossa ilíaca. Posteriormente, a face sacropélvica do ílio tem uma face auricular e uma tuberosidade ilíaca, para articulação sinovial e sindesmótica com o sacro, respectivamente

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O ísquio tem um corpo e um ramo. O corpo do ísquio ajuda a formar o acetábulo e o ramo do ísquio forma parte do forame obturado.

A grande protuberância póstero inferior do ísquio é o tuberosidade isquiático.

A pequena projeção póstero medial pontiaguada perto da junção do ramo e do corpo é a espinha isquiática.

A concavidade entre a espinha isquiática e o túber isquiático é a incisura isquiática menor.

A concavidade maior, a incisura isquiática maior, é superior à espinha isquiática e parcialmente formada pelo ílio.

O púbis é um osso angulado que tem um ramo superior, o que ajuda a formar o acetábulo, e um ramo inferior, que ajuda a formar o forame obturado.

Um espessamento na parte anterior do corpo do púbis é a crista púbica, que termina lateralmente como uma elevação proeminente, o tubérculo púbico.

A parte lateral do ramo superior do púbis tem uma estria oblíqua, a linha pectínea do púbis.

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O fêmur é o osso mais longo e mais pesado do corpo. Transmite o peso do corpo do osso do quadril para a tíbia quando a pessoa está de pé.Seu comprimento corresponde a aproximadamente 25% da altura da pessoa.

 

O fêmur tem um corpo (Diáfise) e duas extremidades, superior ou proximal e inferior ou distal (Epífises).

 

A cabeça do fêmur, volta-se para cima e antero-medialmente para se articular com o acetábulo. Frequentemente descrita como ligeiramente maior que a metade de uma “esfera”.

O colo do fêmur tem aproximadamente 5 cm de comprimento, estreitado em sua parte média e mais largo lateralmente, conectando a cabeça à diáfise em um ângulo médio de 135º (ângulo de inclinação; ângulo colodiáfise).

O trocanter maior é uma grande massa óssea, posicionada lateralmente, que se projeta superior e posteriormente onde o colo se une ao corpo do fêmur.

O trocanter menor abrupto, cônico e arredondado estende-se medialmente da parte posteromedial da junção do colo com o corpo.

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O corpo do fêmur (diáfise) é um pouco curvo (convexo) anteriormente.

A maior parte do corpo é arredondada e lisa, e é o local de origem dos músculos extensores do joelho, exceto posteriormente, onde uma linha larga e rugosa, a linha áspera, proporciona fixação aponeurótica para os adutores da coxa. 

 

Superiormente, o lábio lateral funde-se à tuberosidade glútea larga e áspera, Uma crista intermediária proeminente, a linha pectínea, estende-se da parte central da linha áspera até a base do trocanter menor. fixação aponeurótica para os adutores da coxa

A extremidade distal expandida do fêmur engloba o côndilo medial e o côndilo lateral, que articulam-se com os côndilos medial e lateral da tíbia.

O epicôndilo medial e o epicôndilo lateral se encontram superiormente aos côndilos, e servem para a fixação de ligamentos da articulação do joelho.

Uma área deprimida entre os côndilos na face posterior é chamada fossa intercondilar.

A face patelar se encontra localizada entre os côndilos na face anterior.

Logo acima do epicôndilo medial está o tubérculo do adutor, uma projeção rugosa que é local de uma projeção rugosa que é local de inserção do músculo adutor magno.

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A patela é um pequeno osso triangular localizado anteriormente na articulação do joelho.

A larga extremidade proximal desse osso sesamoide incrustado no tendão do músculo quadríceps femoral é chamada de base; a extremidade pontiaguda distal é chamada de ápice.

A face articular posterior contém duas faces, uma para o côndilo medial e a outra para o côndilo lateral do fêmur.

A tíbia é o maior e mais medial osso da perna, além de ser o osso de sustentação do peso.

A tíbia se articula em sua extremidade proximal com o fêmur e a fíbula e em sua extremidade distal com a fíbula e o tálus do tornozelo.

A tíbia e a fíbula, são unidas por uma membrana interóssea.

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A extremidade proximal da tíbia é expandida em um côndilo lateral e um côndilo medial. Esses côndilos se articulam com os côndilos do fêmur para formar a articulação do joelho, lateral e medialmente.

A face inferior do côndilo lateral se articula com a cabeça da fíbula. Os côndilos ligeiramente côncavos são separados por uma projeção superior chamada eminência intercondilar.

A tuberosidade da tíbia na face anterior é o ponto de inserção do ligamento da patela.

A face medial da extremidade distal da tíbia forma o maléolo medial. Essa estrutura se articula com o tálus do tornozelo e forma a proeminência que pode ser palpada na face medial do tornozelo.

 

A incisura fibular se articula com a extremidade distal da fíbula para formar a sindesmose tibiofibular. sindesmose tibiofibular.

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A fíbula é paralela e lateral à tíbia, porém é consideravelmente menor.

 

Diferentemente da tíbia, a fíbula não se articula com o fêmur.

 

A cabeça da fíbula, a extremidade proximal, se articula com a face inferior do côndilo lateral da tíbia abaixo do nível da articulação do joelho para formar a articulação tibiofibular.

A extremidade distal tem forma mais triangular e apresenta uma projeção chamada maléolo lateral que se articula com o tálus do tornozelo e forma a proeminência na face lateral do tornozelo, que ajuda a estabilizar a articulação do tornozelo.

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Retropé (clacaneo e talus), medio-pé (navicular Cuneiformes lateral, intermédio e medial e Cuboide), antepé (metatarsos e falanges)

O tarso (tornozelo) é a região proximal do pé que consiste em 7 ossos tarsais, incluindo o tálus e o calcâneo, localizados na parte posterior do pé.

 

O calcâneo é o maior e mais forte osso tarsal

 

Os ossos tarsais anteriores são o navicular, os 3 cuneiformes, chamados cuneiformes lateral, intermédio e medial, e o cuboide.

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As articulações entre os ossos tarsais são chamadas articulações intertarsais. O tálus, o osso tarsal mais superior, é o único osso do pé que se articula com a tíbia e com a fíbula. Ele se articula de um lado com o maléolo medial da tíbia e do outro lado com o maléolo lateral da fíbula. Essas articulações formam a articulação talocrural (tornozelo).

O metatarso, região intermediária do pé, consiste em cinco ossos metatarsais numerados de I a V, de medial para lateral. Assim como os metacarpais da palma da mão, cada metatarsal consiste em uma base proximal, uma diáfise intermediária e uma cabeça distal. O primeiro metatarsal é mais espesso que os outros porque sustenta mais peso.

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Os ossos metatarsais se articulam proximalmente com o primeiro, o segundo e o terceiro cuneiformes e com o cuboide para formar as articulações tarsometatarsais.

 

Distalmente, eles se articulam com a fileira proximal de falanges para formar as articulações metatarsofalângicas.

As falanges compreendem o componente distal do pé e são semelhantes às falanges das mãos, tanto em quantidade quanto em disposição. Os dedos são numerados de I a V, começando com o hálux, de medial para lateral. Cada falange consiste em uma base proximal, uma diáfise intermediária e uma cabeça distal. O hálux apresenta duas grandes falanges chamadas falange proximal e falange distal. Os outros 4 dedos apresentam três falanges cada um – proximal, média e distal.

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A articulação do joelho (articulação tibiofemoral) é a maior e mais complexa articulação do corpo. Trata-se de uma articulação do tipo gínglimo modificada (porque seu movimento principal é um movimento de dobradiça uniaxial) que consiste em 3 articulações dentro de uma única cavidade articular:

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Os principais ligamentos que unem os ossos da articulação do joelho são os seguintes:

Cápsula Articular – Consiste em uma membrana fibrosa, delgada mas resistente, reforçada em quase toda sua extensão por ligamentos intimamente aderidos a ela.

Ligamento Patelar – É a porção central do tendão do quadríceps femoral que se continua da patela até a tuberosidade da tíbia.

Ligamento Colateral Tibial – se prolonga para parte posterior da articulação. Insere-se no côndilo medial do fêmur e no côndilo medial da tíbia. É intimamente aderente ao menisco medial.

Ligamento Colateral Fibular –  inserido no côndilo lateral do fêmur e na cabeça da fíbula. Não se insere no menisco lateral. I

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Ligamento Cruzado Anterior (LCA) – insere-se na eminência intercondilar da tíbia e vai se fixar na face medial do côndilo lateral do fêmur. Impede o movimento de deslizamento anterior da tíbia ou deslizamento posterior do fêmur (Movimento de gaveta anterior), além da hipertensão do joelho.

 

Ligamento Cruzado Posterior (LCP) – é mais robusto, porém mais curto e menos oblíquo. Insere-se na fossa intercondilar posterior da tíbia e na extremidade posterior do menisco lateral e dirige-se para frente e medialmente, para se fixar na parte anterior da face medial do côndilo medial do fêmur. O LCP é estirado durante a flexão da articulação joelho. Impede o movimento de deslizamento posterior da tíbia ou o deslocamento anterior do fêmur.

Glúteo máximo

Inervação: Nervo Glúteo Inferior (L5 – S2)

Ação: Extensão e Rotação Lateral do Quadril

Glúteo médio

Inervação: Nervo Glúteo Superior (L4 – S1)

Ação: Abdução e Rotação Medial da Coxa

Glúteo mínimo

Inervação: Nervo Glúteo Superior (L4 – S1)

Ação: Abdução e Rotação Medial da Coxa. As fibras anteriores realizam Flexão do Quadril

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PiriformeI

Inervação:Nervo para o músculo piriforme (S2)

Ação: Abdução e Rotação Lateral da Coxa

Gêmeo superior

Nervo para o músculo gêmeo superior (L5 – S2)Ação:

Rotação Lateral da Coxa

Obturador internoI

Inervação: Nervo para o músculo obturador interno (L5 – S2)

Ação: Rotação Lateral da Coxa

Quadrado femoral.

Inervação: Nervo para o músculo quadrado femural e gêmeo inferior (L4 – S1)

Ação: Rotação Lateral e Adução da Coxa.

Gêmeo inferior

Inervação: Nervo para o músculo gêmeo inferior e quadrado femural (L4 – S1)

Ação: Rotação Lateral da Coxa

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Iliopsoas = Psoas Maior + Ilíaco

IlíacoI

Inervação: Nervo Femural (L2 – L3)

Ação: Flexão de quadril, anteroversão da pelve e flexão da coluna lombar (30° – 90°)

Psoas MaiorI

Inervação: Nervo superior e inferior do músculo psoas maior (L1 – L3)

Ação: Flexão da coxa, flexão da coluna lombar (30° – 90°) e inclinação homolateral

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Pectíneo

nervação: Nervo Femoral (L2 – L4)Ação: Flexão do Quadril e Adução da Coxa

 

Adutor curto

Inervação: Nervo Obturatório (L2 – L4)

Ação: Adução da Coxa

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ISQUIOTIBIAIS: Bíceps Femural + Semitendíneo + Semimembranáceo

BÍCEPS FEMORALI

nserção Proximal:Cabeça Longa: Tuberosidade isquiática e ligamento sacro-tuberoso; Cabeça Curta: Lábio lateral da linha áspera

Inserção Distal: Cabeça da fíbula e côndilo lateral da tíbia

Inervação: Nervo Isquiático (L5 – S2), exceto L5 para a cabeça longa

SEMITENDÍNEO

Inserção Proximal: Tuberosidade isquiática

Inserção Distal: Superfície medial da tuberosidade da tíbia (pata de ganso)

Inervação: Nervo Isquiático (L5 – S2)

SEMIMEMBRANÁCEO

Inserção Proximal: Tuberosidade isquiática

Inserção Distal: Côndilo medial da tíbia

Inervação: Nervo Isquiático (L5 – S2)

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TRICEPS SURAL = GASTROCNEMIO MEDIAL+LATERAL+SÓLEO

GASTROCNÊMIO MEDIAL

Inserção Proximal: Côndilo medial do fêmur

Inserção Distal: Calcâneo

Inervação: Nervo Tibial (S1 – S2)

GASTROCNÊMIO LATERAL

Inserção Proximal: Côndilo lateral do fêmur

Inserção Distal: Calcâneo

Inervação: Nervo Tibial (S1 – S2)

SÓLEO

Inserção Proximal: 1/3 intermédio da face medial da tíbia e cabeça da fíbula

Inserção Distal: Calcâneo (tendão dos gastrocnêmios)

Inervação: Nervo Tibial ( L5 – S1)Ação: Flexão Plantar do Tornozelo  

PLANTAR DELGADO

Inserção Proximal: Côndilo lateral do fêmur

Inserção Distal: CalcâneoI

nervação: Nervo Tibial (L4 – S1)Ação: Auxilia o Tríceps Sural

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